Saboreio a bolacha meio roída que me deixaste
(já tudo serve para escrever poemas sobre ti)
com o apetite de quem nunca
nunca
nunca
quis
e aprende agora a querer
(a)prender-se.
Desejo tanto que me mates a fome.
Xavier, tinhas razão.
Esta bolacha muito menos estaladiça,
esta sim, sabe a vida.
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