Sonhou que voltava à escola onde estudou do 5º ao 9º ano para procurar os antigos professores e abraçá-los. Levou o colega mais improvável consigo e ainda assim divertiu-se a entrar em salas de aula com miúdos pequeninos mais altos que ela, completamente despercebida. A escola continuava igual, mas acordou quando caminhava na direcção do bloco mais importante, o dos departamentos, das salas de professores, do refeitório. Cinco da manhã, e já não tinha sono.
O gira-discos voltou a entornar Elvis no chão do quarto e não fora preciso mais do que um par de segundos para esquecer o sonho e cair no poço da insegurança de novo
"Não podes pensar assim
Não é de propósito
Vais estragar as coisas
Não é por mal
Ele gosta de ti
Não... Sim."
O comportamento agressivo dele voltou a fazer-se notar. Sabia que havia nisso a oportunidade, o agora ou nunca. Escolheu o agora e avançou sem se mover debaixo do cobertor de Inverno que usa para dormir aconchegada todas as noites de Verão. É maluca, diz a madrasta. Vai morrer naquele forno, diz o pai.
Teve sorte, desta vez. O cobertor deixou-a maluca, mas não a matou. A escola continua igual e fê-la aprender mais uma lição.
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