2 de setembro de 2012

Todos nós erramos

              Seis da manhã. Levanto-me lentamente para ir à casa de banho e, no regresso, ao entrar no meu quarto, senti um cheiro, o teu, o nosso. Passados três anos, o aroma que sentia quando saías da minha casa, do meu quarto, voltou. Senti-me triste, estranha, saudosa. Aquele cheiro tão próprio que ficou entranhado no meu coração até aos dias de hoje (e provavelmente até sempre), o inicial perfume de homem e no fim, quando ias, o cheiro do sexo, do nosso amor, as hormonas descontroladas agora adormecidas, trancadas no meu quarto, comigo a acompanhá-las durante mais ou menos quinze minutos, momento em que me sentava naquele tapete em que sempre nos amámos, para refletir, sorrir e por vezes chorar, pensando nos prós e nos contras de tudo o que acontecera.

Sem comentários:

Enviar um comentário