Insónia,
demónio.
António.
Nervosa pelo exame,
enxame,
vexame.
Tomo hoje o café de amanhã
e guardo para a tarde o primeiro olhar,
para acordar.
Gulbenkian,
estufa fria,
baixa-chiado.
Cigarros e sorrisos
e o nervosismo a escalar
o castelo de São Jorge.
Os meus peixes não dormem
e vingam-se em mim.
Brilha o candeeiro
no meu peito
no teu peito
no nosso peito
coração desfeito.
Insónia,
demónio.
Deixa-me dormir, rapaz.
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